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Complexo Cultural Nagô

17/03/2012 10:28

Como é do conhecimento geral, as cultoras africanas foram transportadas para o Brasil  pelos escravos negros que os colonos portugueses trouxeram desde sua chegada, como parte de seus bens e que, mais tarde, importaram diretamente  da África, particularmente  da chamada Costa dos Escravos.

Durante três séculos, os diversos grupo étnicos  ou “nações “ de diferentes partes da África Ocidental, Equatorial e Oriental foram imprimindo no Brasil suas profundas marcas.

A fim de situar a chegada dos primeiros grupos Nagô ao Brasil, seguindo-se os quatro ciclos definidos por Luís Viana Filho e que foram mais tarde examinados e modificados por Pierre Verger, podemos admitir que os Nàgô foram os últimos a se estabelecerem no Brasil , nos fins do século XVIII e século XIX  .  Estas deduções são aproximadas, pois  em 1890 a mando do então Ministro das Finanças o Dr. Ruy Barbosa, determinou a destruição dos documentos e arquivos referentes à escravidão.

 Um breve histórico das sucessivas guerras entre os povos africanos se faz necessário, pois foram alguns Orixás incorporados a cultora dos vencidos e vencedores, o que é de fundamental importância para o entendimento do que cultuamos hoje no Brasil.

 “ Os ataques contínuos dos daomeanos dirigidos contra seus vizinhos do Sul, do Norte e do Leste, e a pressão Fulani sobre Òyó, a capital do reino Yorubá, impedindo seus exércitos de defender os territórios mais distantes, tiveram como resultado a captura e, em seguida, a venda de numerosos grupos Ègbá, Ègbado e Sábé, e após a queda de Òyó, agregaram-se a estes grupos os Ilorin, Ijexá e Ijebu.

A história de Kétu é preciosa como referência direta no que concerne à herança afro-baiana, pois, foram eles que implantaram com maior intensidade sua cultora na Bahia.

Todos esses diversos grupos provenientes do Sul e do Centro do Daomé e do Sudoeste da Nigéria, de uma vasta região que se convenciona chamar de Yoru baland, são conhecidos no Brasil sob o nome genérico de Nàgô, portadores de uma tradição cuja riqueza deriva das cultoras individuais dos diferentes  reinos de onde eles se originaram. Os Kétu, Sábé, Òyó, Ègbá, Ègbado, Ijexá e Ijebu, importaram para o Brasil seus costumes, suas estruturas hierárquicas, seus conceitos filosóficos e estéticos, sua língua, sua música, sua literatura oral e ,mitológica, e sobretudo trouxeram para o Brasil sua religião

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